Fratura De Órbita

fratura de órbita dr Victor Marques

A fratura de ossos, especialmente na infância, torna-se um capítulo na vida. Geralmente, braços e pernas são as áreas mais atingidas, mas existe uma área bastante frágil, também suscetível a esses intempéries: fratura de órbita.

O que é fratura de órbita?

É o termo médico utilizado para designar traumas com quebras ósseas, que ocorram na face, e ossos onde estão os olhos.

Por ser uma região tão delicada, haverá muitos receios em lidar com uma fratura em próxima aos olhos, mas, a boa notícia é: a oftalmologia tem tecnologia de ponta para recuperar pacientes com fraturas orbitárias.

Principal causa: queda

Se você tem suspeitas de um diagnóstico de fratura dos ossos da região dos olhos, provavelmente, sofreu algum trauma no olho.

A fratura de órbita por queda está vinculada a atividades do dia a dia, por isso, atenção é muito importante, qualquer deslize, literalmente, pode causar quebras nos ossos.

Veja quais são os motivos mais frequentes: exercícios físicos (artes marciais, acidentes com bola, bicicleta), agressão, acidentes de moto, carro, queda da própria altura etc.

Fique atento aos sinais: a dor no olhos, após a pancada na região, é imediata, mas pode não ser o suficiente para você desconfiar de uma lesão ocular, assim, informação é fundamental para se antecipar às possíveis consequências da queda.

Fratura de órbita: sinais e sintomas

A origem da ruptura da órbita está, quase sempre, vinculada a traumatismos de face. Após sofrer pancada no olho, preste atenção aos sinais que podem indicar problemas oculares.

  • Dor e inchaço;
  • Visão dupla (diplopia);
  • Acúmulo de ar oriundo do nariz e dos pulmões;
  • Afundamento do globo ocular.

O diagnóstico de fratura na órbita ocorre, na maioria das vezes, por meio de exames de imagem como tomografia e ressonância magnética, que confirmarão a suspeita de fratura dos ossos.

Tipos de fraturas e tratamentos

O olho é protegido por uma cavidade, a órbita. Ela tem o formato de pirâmide e é formada por vários ossos. De acordo com a área atingida, podem ser classificadas, didaticamente, da seguinte maneira:

Fratura de assoalho de órbita

É chamada de fratura de assoalho orbitário quando o osso se rompe na parte inferior da cavidade orbitária, que é responsável pela sustentação dos anexos oculares.

Quando não tratada corretamente, a fratura de assoalho pode acarretar em problemas visuais, como a enoftalmia (quando o globo ocular se retrai para dentro da cavidade craniana), ou a exoftalmia (quando o globo ocular não consegue se encaixar dentro da cavidade orbitária e projeta-se para fora).

Outras consequências também podem aparecer como restrição do movimento ocular e estrabismo(olho torto).

O tratamento para a fratura de assoalho é a cirurgia de reestruturação das paredes ósseas da órbita. A cirurgia tem a possibilidade de ser realizada sem cortes na pele, através de incisões trans conjuntivais que permitem através delas implantar um material especial, para reconstruir o assoalho da órbita.

O oftalmologista treinado em cirurgias de órbita realiza tal procedimento com todo o cuidado e respeito às estruturas que protegem os olhos.

Fratura de parede lateral

A fratura da parede lateral, se não apresenta sintoma, é tratada conservadoramente. Mas uma avaliação bem delicada deve ser realizada nestes casos, pois o trauma lateral pode, por onda de choque, fraturar o osso do canal do nervo óptico. Isso traz como consequência compressão do nervo óptico e perda visual. Uma avaliação oftalmológica detalhada realizada pelo cirurgião de órbita é indicada nestes casos antes de qualquer conduta a ser tomada.

Fratura de parede medial

A fratura da parede medial pode ocorrer associada ou não a outras fraturas orbitárias, como a fratura do assoalho da órbita. A fratura de parede medial, na maioria das vezes, ocorre como um blow-out, isto é, o osso orbitário se projeta para fora da órbita.

O tratamento desta fratura é imprescindível para evitar sequelas como enoftalmo e restrição do movimento ocular. A abordagem cirúrgica realizada por um oftalmologista é através de microincisões e a reconstrução da parede medial é realizada através da implantação de um material que substitui a parede fraturada.

A avaliação de um especialista em fratura de órbita torna-se muito importante já que esta estrutura óssea fraturada tem relações íntimas com o nervo óptico, o que exige um preparo especial para tal correção para se evitar sequelas como a perda visual ou hipocorreção.

Fratura do rebordo orbitário

É chamada de fratura de rebordo orbitário a ruptura orbitária que apresenta quebra óssea na estrutura externa da órbita. Isto é, o osso palpável em torno dos olhos.

O tratamento para a fratura de rebordo vai depender da extensão da mesma, da estabilidade da fratura e da sintomatologia que apareceu após o trauma. O tratamento é através de colocação e placas e parafusos reconstruindo a parte do rebordo que fraturou. O cirurgião de órbita realiza tal procedimento com incisões minimamente invasivas com objetivo de gerar o mínimo de sequelas ao paciente.

Fratura em blow-In

O termo blow-in é utilizado para fraturas internas da órbita, isto é, fraturas que não acometeram o rebordo orbitário e que a projeção das espículas ósseas ocorreram para dentro da órbita. O tratamento da fratura blow-in segue os mesmos tratamentos das fraturas internas da órbita através de incisões minimamente invasivas e implante de material especial para reconstruir a parede fraturada.

Fratura em blow-out

O termo blow-out é utilizado para fraturas internas da órbita, isto é, fraturas que não acometeram o rebordo orbitário e que a projeção das espículas ósseas ocorreram para fora da órbita. O tratamento da fratura blow-out segue os mesmos protocolos das fraturas internas da órbita através de incisões minimamente invasivas e implantes de material especial reconstruindo toda a parede que foi fraturada.

A fratura blow-out é muito comum no assoalho da órbita e parede medial. A projeção do osso pra fora da órbita também possibilita que o conteúdo mole da órbita hernie para o seio maxilar causando enoftalmo e sinusites de repetição. A fratura deve ser corrigida em um tempo hábil dependendo da sintomatologia do paciente. Chegando a ser caso de urgência quando apresenta bradicardia e estrangulamento de musculatura extrínseca do olho.

O oftalmologista com experiência em cirurgia de órbita realizará todos os exames oftalmológicos e a partir de tal análise a cirurgia deve ser indicada e realizada.

Fratura órbito-zigomática

A fratura órbito-zigomática acontece quando o trauma ocorre direto na proeminência da maçã da face (osso zigomático). Com o trauma, o osso zigomático se desloca de sua posição inicial causando uma fratura de parede lateral e assoalho da órbita ao mesmo tempo. O quanto este osso se deslocou é o que determina a indicação cirúrgica. Normalmente, são realizadas incisões minimamente invasivas e fixando o zigoma novamente em sua posição original.

Assim como a reposição do assoalho da órbita é realizada com implantes especiais nos casos necessários. É uma fratura muito comum nos traumas faciais.

Fratura complexa da órbita

É chamada de complexa quando a fratura acomete assoalho e parede medial juntos no terço posterior da órbita ou quando ocorrem múltiplas fraturas envolvendo rebordo, parte interna da órbita e tendão cantal medial (fraturas mediais). Essa fratura de órbita precisa de profissionais altamente qualificados para realizar a reconstrução das mesmas. Do contrário, o resultado não será satisfatório pois são cirurgias extremamente difíceis de serem manipuladas por profissionais pouco experientes.

Como é possível aferir, a cirurgia de fratura de órbita se adapta a cada caso de lesões na vista. A reconstrução ocular pode ser menos invasiva, com intervenções até sem cortes na pele ou de incisão de um material especial para reconstruir a órbita. Nos casos mais complexos, a expertise do oftalmologista será imprescindível para garantir o sucesso da cirurgia.

Como cuidar da sua visão AGORA?

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