Linfoma orbitário

Linfoma nos anexos do olho –  Os linfomas são tumores malignos originados de células do organismo conhecidas como linfócitos. Os linfomas podem ser oriundos dos linfócitos B, linfócitos T e menos comum de células conhecidas como natural killer (NK). São divididos em duas grandes categorias denominadas de Linfoma de Hodgkin e linfomas não Hodgkin. Os linfomas Hodgkin são originários dos linfócitos B. Já os linfomas não Hodgkin são um grupo heterogêneo de tumores originados de linfócitos B, linfócitos T e de células natural killer, sendo que cada um destes, ainda tem uma série de subdivisões e classificações.

A órbita é um sítio comum de acometimento por todos os tipos de linfoma assim como a conjuntiva, as pálpebras e vias lacrimais. O linfoma é o tumor maligno mais comum nos anexos dos olhos. É uma neoplasia também comum a idades mais avançadas, mas, podendo aparecer em qualquer idade. A incidência anual de linfoma na região extraocular, em alguns países, chega a ser de 2 casos para cada 100 mil indivíduos acima de 80 anos de idade.

Os principais sintomas do acometimento orbitário são: proptose (olho pra fora), restrição de movimento ocular, visão dupla, inchaço em torno dos olhos, dor, ptose palpebral (pálpebra caída), deslocamento do olho, edema, podendo também apresentarem sintomas sistêmicos como febre sem causa, sudorese noturna e perda de peso(emagrecimento). Os exames utilizados para identificar tais alterações são exames de imagem (tomografia computadorizada e ressonância magnética das órbitas e face). Quando necessário, uma micro cirurgia para realizar uma biópsia na órbita é indicada para finalmente confirmar o diagnóstico e iniciar o tratamento adequado com radioterapia e ou quimioterapia. O oftalmologista com experiência em cirurgia de órbita realiza tal procedimento com auxílio de lupas micros cópias ou microscópio utilizando incisões mínimas evitando sequelas e permitindo assim a realização do diagnóstico sem maiores sequelas ou riscos.

A demora do diagnóstico pode trazer consequências desde perda visual definitiva a disseminação da doença para outros órgãos causando outros transtornos e dificuldades terapêuticas.[1]

 

Referência:

  1. Olsen, T.G. and S. Heegaard, Orbital lymphoma. Surv Ophthalmol, 2019. 64(1): p. 45-66.
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