Fratura De Órbita

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Fratura de Órbita é o termo médico utilizado para designar traumas com quebras ósseas, que ocorram na linha mediana da face, onde estão os olhos.

Podem ser divididas didaticamente em:

  • Fraturas internas da órbita:

– Fratura de Assoalho Orbitário

– Fratura de Parede Medial

  • Fratura de Parede Lateral
  • Fratura de Rebordo Orbitário
  • Fraturas complexas
  • Fratura órbito-zigomática

O tratamento nos casos de fraturas orbitárias, é cirúrgico ou conservador em casos menos agressivos.

Fratura De Assoalho De Órbita

Fratura é o termo médico utilizado quando há uma quebra de algum dos ossos do corpo humano. A maioria dos casos de fratura tem origem traumática, provocada por acidentes ou pancadas diretas.

A cavidade orbitária, onde se encontram os olhos, também pode se quebrar, quando há um traumatismo craniofacial na linha mediana do rosto. É chamada de Fratura de Assoalho Orbitário quando o osso se rompe na parte inferior da cavidade orbitária, que é responsável pela sustentação dos anexos oculares.

Quando não tratada corretamente, a Fratura de Assoalho pode acarretar em problemas visuais, como a Enoftalmia (quando o globo ocular se retrai para dentro da cavidade craniana), ou a Exoftalmia (quando o globo ocular não consegue se encaixar dentro da cavidade orbitária e projeta-se para fora).

O tratamento para a Fratura de Assoalho é a cirurgia de reestruturação das paredes ósseas da órbita. A Cirurgia tem a possibilidade de ser realizada sem cortes na pele e através de tal incisão um material especial é implantado reconstruindo o assoalho da órbita. O oftalmologista treinado em cirurgias de órbita rotineiramente realiza tal procedimento com todo o cuidado e respeito às estruturas que protegem os olhos.

Fratura De Parede Lateral

A fratura da parede lateral se não apresenta sintoma é tratada conservadoramente. Mas uma avaliação bem delicada deve ser realizada nestes casos pois o trauma lateral pode por onda de choque fraturar o osso do canal do nervo óptico. Isso traz como consequência compressão do nervo óptico e perda visual. A onda de choque neste tipo de trauma também pode gerar perda visual já que a mesma termina algumas vezes no osso que envolve o canal do nervo óptico. Uma avaliação oftalmológica detalhada realizada pelo cirurgião de órbita  é indicada nestes casos antes de qualquer conduta a ser tomada.

Fratura De Parede Medial

A Fratura da parede medial pode ocorrer associada ou não a outras fraturas orbitárias, como a fratura do assoalho da órbita. A fratura de parede medial na maioria das veze ocorre como um blow-out, isto é, o osso orbitário se projeta para fora da órbita.

O tratamento desta fratura é imprescindível para evitar sequelas como Enoftalmo e restrição do movimento ocular. A abordagem cirúrgica realizada por um oftalmologista é através de micro incisões e a reconstrução da parede medial é realizada através da implantação de um material que substitui a parede fraturada. A avaliação de um especialista torna-se muito importante já que esta estrutura óssea fraturada tem relações íntimas com o nervo óptico, o que exige um preparo especial para tal correção para se evitar sequelas como a perda visual ou hipocorreção.

Fratura do Rebordo Orbitário

É chamada de Fratura de Rebordo Orbitário a fratura orbitária que apresenta quebra óssea na estrutura externa da órbita. Isto é, o osso palpável em torno dos olhos.

O tratamento para a Fratura de rebordo vai depender da extensão da mesma, da estabilidade da fratura e da sintomatologia que apareceu após o trauma. O tratamento é através de colocação e placas e parafusos reconstruindo a parte do rebordo que fraturou. O cirurgião de órbita realiza tal procedimento com incisões minimamente invasivas com objetivo de gerar o mínimo de sequelas ao paciente.

Fratura Em Blow-In

O termo Blow-in é utilizado para fraturas internas da órbita, isto é, fraturas que não acometeram o rebordo orbitário e que a projeção das espículas ósseas ocorreram pra dentro da órbita. O tratamento da fratura blow-in segue os mesmos tratamentos das fraturas internas da órbita através de incisões minimamente invasivas e implante de material especial para reconstruir a parede fraturada.

Fratura Em Blow-Out

O termo Blow-out é utilizado para fraturas internas da órbita, isto é, fraturas que não acometeram o rebordo orbitário e que a projeção das espículas ósseas ocorreram pra fora da órbita. O tratamento da fratura blow-out segue os mesmos protocolos das fraturas internas da órbita através de incisões minimamente invasivas e implantes de material especial reconstruindo toda a parede que foi fraturada.

A fratura Blow-out é muito comum no assoalho da órbita e parede medial. A projeção do osso pra fora da órbita também possibilita que o conteúdo mole da órbita hernie para o seio maxilar causando enoftalmo e sinusites de repetição. A fratura deve ser corrigida em um tempo hábil dependendo da sintomatologia do paciente. Chegando a ser caso de urgência quando apresenta bradicardia e estrangulamento de musculatura extrínseca do olho.

O oftalmologista com experiência em cirurgia de órbita realizará todos os exames oftalmológicos e a partir de tal análise a cirurgia deve ser indicada e realizada.

Fratura órbito-zigomática

A fratura órbito-zigomática acontece quando o trauma ocorre direto na proeminência da maçã da face (osso zigomático). Co o trauma o osso zigomático se desloca de sua posição inicial causando uma fratura de parede lateral e assoalho da órbita ao mesmo tempo. O quanto este osso se deslocou é o que determina a indicação cirúrgica. Normalmente são realizadas incisões minimamente invasivas e fixando o zigoma novamente em sua posição original. Assim como a reposição do assoalho da órbita é realizada com implantes especiais nos casos necessários. É uma fratura muito comum nos traumas faciais.

Fratura complexa da órbita

É chamada de complexa quando a fratura acomete assoalho e parede medial juntos no terço posterior da órbita ou quando ocorrem múltiplas fraturas  envolvendo rebordo, parte interna da órbita e tendão cantal medial (fraturas mediais). Essas fraturas precisam de profissionais altamente qualificados para realizar a reconstrução das mesmas. Do contrário o resultado não será satisfatório pois são cirurgias extremamente difíceis de serem manipuladas por profissionais pouco experientes.

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