Descompressão de Órbita

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A Descompressão de Órbita é também conhecida como Cirurgia Corretiva de Exoftalmia – doença ocular em que os globos oculares não se acomodam dentro da cavidade ocular e ficam projetados para fora do rosto causando olhar assustador. Outras causas como traumas, hematomas, celulites orbitárias ou massas orbitárias também podem ser causas de indicação de descompressão de órbita em caráter de urgência para evitar a perda visual definitiva.

A Cirurgia de Descompressão tem por objetivo aumentar o espaço interno da órbita, removendo as paredes ósseas da órbita para que o globo ocular e suas estruturas adjacentes se reacomodem. Essa remoção óssea é muito bem programada e personalizada em cada caso que a cirurgia é indicada. Nos casos de orbitopatia relacionada a doença tireoidiana (doença de Graves) as indicações cirúrgicas são: casos estéticos com objetivo de melhorar a aparência, casos de exposição corneana para alívio e sintomas de superfície ocular(ardor, dor, sensação de olho seco, sensação de corpo estranho) e nos casos de urgência por compressão do nervo óptico para evitar perda visual.[1]

As técnicas cirúrgicas modernas trabalham através de incisões minimamente invasivas, com acessos cirúrgicos menos agressivos possíveis evitando maiores complicações e apresentando resultados bastante satisfatórios e cicatrizes não visíveis. As técnicas usualmente utilizadas são realizadas através do acesso transconjuntival inferior e medial, trans palpebral e cantólise lateral. Os ossos normalmente removidos são o osso etmóide(descompressão medial), o assoalho da órbita(o osso maxilar) e a asa maior do osso do esfenóide(lateral profunda).

A associação de remoção óssea de duas ou três paredes ósseas está relacionada ao resultado que o paciente necessita. A descompressão “BALANCEADA” é um exemplo de técnica da atualidade onde o cirurgião escolhe remover a parede medial (osso etmóide) associado a remoção da parede lateral profunda (asa maior do osso esfenóide) com objetivo de obter uma estética e funcionalidade melhor. A descompressão ÍNFERO-MEDIAL era a técnica mais utilizada até o surgimento da descompressão BALANCEADA. Naturalmente ambas são opções muito boas dependendo de cada caso. Alguns casos mais graves utiliza-se a remoção das três paredes ósseas para obtermos o resultado programado.[2]

A técnica a ser escolhida é competência do médico oftalmologista com experiência em cirurgias orbitárias, de acordo com as personalização de cada caso.

Referências:

  1. Dolman, P.J. and J. Rootman, VISA Classification for Graves orbitopathy. Ophthalmic Plast Reconstr Surg, 2006. 22(5): p. 319-24.
  2. Jefferis, J.M., et al., Orbital decompression for thyroid eye disease: methods, outcomes, and complications. Eye (Lond), 2018. 32(3): p. 626-636.
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